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Mais de 4 mil cafeicultores foram prejudicados pela geada, diz Emater

Em todo o estado, 9,5 mil produtores tiveram áreas de cafeicultura atingidas pela geada; metade vai precisar recorrer a crédito ou seguro rural

Mais de 9.500 cafeicultores tiveram perdas com a geada
Guto Moreira
28 de julho de 2021
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Segundo novo levantamento feito pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), cerca de 4,7 mil cafeicultores do Sul de Minas precisarão de ajuda para recuperar as lavouras perdidas após a geada que atingiu a região na semana passada. Nepomuceno, Itamogi e Coqueiral decretaram estado de calamidade pública. O município de Alfenas está em situação de emergência.

Ainda de acordo com o estudo, pelo menos 156,3 mil hectares de café de municípios do Sul de Minas e do Triângulo Mineiro sofreram com os danos causados pelo fenômeno climático. Somente o Sul de Minas representa mais de 77% desse território. Dos 9,5 mil produtores que tiveram áreas de cafeicultura atingidas pela geada, aproximadamente a metade vai precisar recorrer a crédito ou seguro rural para fazer frente aos danos constatados.

Ajuda da Emater

O presidente da Emater-MG, Otávio Maia, comunicou que a instituição está disponível para fornecer os laudos necessários aos prefeitos para decretarem estado de calamidade pública e para agricultores terem respaldo para a liberação do seguro rural e financiamento para a recuperação das lavouras.

“Além disso, os técnicos estão fornecendo todas as orientações, numa força-tarefa, para que os produtores possam retomar suas atividades, em especial na cafeicultura, que responde pela maior parte do Produto Interno Bruto da agropecuária no Estado de Minas”, disse Maia.

A orientação do órgão é que sejam feitas fotos datadas e seja elaborado um croqui com informações georreferenciadas dos talhões e das áreas afetadas, se possível. O momento pede cautela, ainda não é hora de realizar manejos.

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