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Associação de gramíneas e leguminosas para pastagem de animais

Pesquisa revela que a associação oferece vantagens nutritivas, além de ser uma alternativa mais sustentável de fixação do nitrogênio

Pesquisa avalia vantagens nutricionais e ambientais. (Foto: Epamig)
Ricardo Miranda
13 de outubro de 2022
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Em Prudente de Morais, na região Central do Estado, estudos feitos no Campo Experimental da Epamig, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, estão avaliando a associação de gramíneas com leguminosas para a alimentação dos animais. De acordo com os pesquisadores, a alternativa é uma opção mais nutritiva e diversificada, além de ser uma forma mais sustentável de fixação biológica de nitrogênio.

De acordo com a Epamig, a associação de gramíneas e leguminosas no pasto possibilita uma oferta maior de nitrogênio para os animais, reduzindo o impacto ambiental da pecuária, já permite que a fixação natural do nitrogênio atmosférico. Além dessa vantagem, o trabalho demonstrou ganhos na fertilidade do solo, além da quantidade e qualidade da forragem. “A composição celular da leguminosa permite que ela tenha maior digestibilidade dos nutrientes no rúmen, o que faz com que essa planta tenha maior valor nutritivo, melhorando a dieta do animal quando ingerida”, ressalta Fernanda Gomes, pesquisadora da Epamig Centro-Oeste.

O nitrogênio é o principal nutriente para o crescimento e quantidade de gramíneas, impactando na quantidade e valor nutritivo da forragem para os bovinos, ovinos e bubalinos. A associação de leguminosas na pastagem tem o objetivo de introduzir o nitrogênio de uma forma mais eficiente, ecológica e econômica. O objetivo é oferecer uma opção mais vantajosa para os produtores rurais, que normalmente utilizam a adubação nitrogenada tradicional.

Fernanda destaca ainda que o nitrogênio fornecido pela leguminosa é melhor aproveitado, já que as plantas tem uma quantidade maior da chamada “proteína verdadeira”. Outra vantagem do uso das leguminosas é a permanência do nutriente no sistema, mesmo após o desaparecimento da planta. “O nitrogênio que adentra o terreno através da leguminosa mantém-se no solo em torno de um a dois anos após a morte da planta, por meio do processo de ciclagem desse nutriente através das excretas dos animais”, complementa a pesquisadora.

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