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Cesta de alimentos equivale a 45% do salário mínimo em Divinópolis

Em outubro, o grupo de alimentos da cesta básica passou a custar R$495,15, um aumento de 3,41% na comparação com o mês anterior

Cesta básica de alimentos equivale a 45% do salário mínimo. (Foto: Cachoeiro.ES)
Ricardo Miranda
18 de novembro de 2021
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A carne continua sendo a grande vilã da cesta básica em Divinópolis, na região Centro-Oeste do estado. Assim como em todo o país, os preços seguem em alta acelerada e os alimentos já representam quase metade do valor do salário mínimo. Pelo sexo mês seguido, o custo médio da cesta básica na cidade aumentou.

Preço da carne segue em alta acelerada. (Foto: IBGE/Pxfuel)

O Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômico Sociais (NEPES) realizou, entre os dias 23 e 29 de outubro, uma pesquisa de preços em 7 estabelecimentos do ramo alimentício de Divinópolis. O gasto médio com o grupo de alimentos ficou em R$495,15. O valor equivale a 45% do salário mínimo bruto e é 3,41% maior em comparação com setembro, quando os mesmos itens custaram R$478,84.

Professor Wagner Almeida, responsável pela pesquisa. (Foto: UNA Divinópolis)

O levantamento analisou o preço dos seguintes itens: carne bovina, leite integral, feijão, arroz, açúcar, farinha, batata inglesa, tomate, pão francês, café, banana prata, óleo e manteiga. A chamada Cesta Básica de Alimentos considera a quantidade necessária para o sustento de um trabalhador adulto.

A carne segue representando o maior peso do valor da cesta básica. O valor médio das carnes pesquisadas (chã de dentro e chã de fora) ficou em R$ 33,45 o quilo, um aumento de 2,7% na comparação com setembro.

Alguns itens tiveram aumento expressivo no preço médio: a batata inglesa subiu 40,19% e o tomate 38,78%. Já o café ficou 8,6% mais caro em outubro. O coordenador da pesquisa, professor Wagner Almeida, explica que vários fatores ajudam a entender a situação.

“A alta no preço da batata se deve a chuva que causou dificuldades na colheita e reduziu a oferta, o que elevou o patamar de preços no varejo. O tomate que em função da maturação lenta do fruto reduziu a oferta e os preços subiram. A alta no preço do café se explica, pois, a geada do final de julho e a estiagem prolongada comprometeram a oferta do grão, o que levou a alta do preço no varejo. Houve ainda influência da baixa oferta global de café e das elevadas cotações externas”, detalha o pesquisador.

Banana está entre os itens que tiveram redução no preço. (Foto: Ascom/Cidasc)

Itens com redução de preço

Dos 13 itens que compõem a Cesta Básica de Alimentos, cinco tiveram redução no preço em outubro. A redução mais significativa foi na banana prata. O valor médio da dúzia ficou em R$ 4,33, quase 30% a menos que em setembro.

A manteiga e o feijão também tiveram redução no preço. “O feijão apresentou redução de 4,75%, apesar do período de entressafra, a queda da demanda, devido aos altos patamares de preços, influenciou a redução de valores no varejo”, ressalta Wagner Almeida.

Salário mínimo ideal

O levantamento feito por uma faculdade particular de Divinópolis também calculou o valor ideal do salário mínimo. De acordo com a pesquisa, o valor necessário seria de R$ 3.713,62, o que equivale a mais do triplo do piso nacional vigente que é de R$ 1.100,00. O pesquisador Wagner Almeida explica que “este seria o orçamento total capaz de suprir também as demais despesas com habitação, vestuário, transporte e outros”.

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