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É da Região das Matas de Minas o melhor café de 2020

Cafeicultor de Espera Feliz foi primeiro lugar no 17º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas

Grãos de café torrado
Sacas de cafés premiados chegam a ser vendidas por 15 mil reais. (Foto: Washington Bonifácio)
Washington Bonifácio
16 de setembro de 2021
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O cafeicultor Ademir Abreu de Lacerda, foi o campeão do concurso de qualidade do café, deste ano, que avaliou a safra 2020. O lote enviado pelo produtor obteve 92 pontos (de um total de 100), de acordo com a metodologia da Associação de Cafés Especiais (SCA).

Ademir concorreu com mais de 1,7 mil produtores de café do estado. Esta foi a 17º  edição do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais. O produtor atribuiu à Emater o resultado positivo obtido na lavoura.

 “São os técnicos que nos orientam e dão suporte para que possamos evoluir cada vez mais, buscando tecnologias para melhorar nosso produto, garantido a qualidade na mesa do consumidor”, disse.

Foto do Ademir vencedor do concurso do café

Espera Feliz foi premiada em outras edições. Ganhar concursos de café já se tornou tradição que passa de pai para filho. (Foto: Emater) 

Os tratos ao café especial são fundamentais para se ter uma boa pontuação na classificação. Os grãos devem ser colhidos de forma seletiva e secados em terreiros suspensos ou de cimento. No caso de Espera Feliz, o café vencedor está entre mil e 1,4 mil metros de altitude, com clima ameno e úmido que são condições perfeitas para uma boa bebida.

Valorização

Este é o quarto ano consecutivo que um cafeicultor de Espera Feliz leva o grande prêmio estadual. Além disso, o pai do Ademir, seu Onofre, já venceu a competição em 2012. São três gerações na família produzindo café.

Nos últimos anos, os cafés de Espera Feliz premiados em concursos têm sido comercializados, em média, por R$ 3 mil a saca de 60 quilos. Mas alguns lotes chegaram a mais R$ 15 mil por saca.

O concurso

O governador Romeu Zema participou do evento de lançamento dos Cafés Campeões. Ele parabenizou os concorrentes e saldou o campeão da edição

O governador Romeu Zema e a secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini (Foto: Marco Evangelista/Imprensa-MG)

“Parabenizo todas as milhares de pessoas que trabalham na cafeicultura, que, com muito esforço, conquistaram credibilidade na produção do café de altíssima qualidade, reconhecido no Brasil e no mundo. Queremos que grande parte desses produtos que circulam no estado sejam de linha premium, rentabilizando tanto o produtor rural quanto as redes de supermercado responsáveis pela comercialização”, destacou.

O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais é promovido pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Emater e Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas e a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe).

A secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini, explicou que, com o concurso, a qualidade do café é melhorada. Além disso, ela ressaltou que a elevada pontuação dos concorrentes é fruto de um trabalho que foi construído ao longo dos anos.

“É preciso agradecer o trabalho dos técnicos da Emater e dos produtores na realização desse concurso. É um dos maiores concursos do mundo e com um grande número de produtores certificados. Temos trabalhado pela ampliação do número de cafeicultores com certificação. Com a pandemia, notamos uma maior busca por produtos certificados. Isso demonstra a importância do Certifica Minas Café”, lembrou.

Cafeicultura em Minas

Minas Gerais tem 463 municípios produtores de café e uma área cultivada de 1,2 milhão de hectares (dados do mapeamento do parque cafeeiro mineiro de 2018).

A macrorregião Norte e Vales do Jequitinhonha e Mucuri possuem 77 municípios produtores e uma área plantada de 37,8 mil hectares.

Já o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Nordeste somam 51 municípios e uma área cafeeira de 211,9 mil hectares.

Na Zona da Mata mineira, Vale do Rio Doce e região Central são 181 municípios e uma área cultivada de 322 mil hectares.

As regiões Sul e Centro-Oeste, juntas, possuem a maior área. São 649,9 mil hectares plantados em 154 municípios. O estado é o maior produtor de café do Brasil, produzindo mais de 50% da safra nacional.

 

 

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