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Preço do café em pó já acumula alta de quase 72% em um ano

Em Divinópolis, pesquisa mostra que os principais itens do café da manhã tiveram alta de 55% nos preços em apenas um ano

Vários fatores explicam aumento no preço do café. (Foto: Unplash)
Ricardo Miranda
29 de julho de 2022
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Em Divinópolis, na região Centro-Oeste do estado, os consumidores estão gastando bem mais para comprar o café da manhã. Uma pesquisa analisou o aumento no preço dos principais itens da primeira refeição do divinopolitano. Nos últimos 12 meses a alta já chega a 55%, bem acima da inflação oficial, medida pelo IPCA, que ficou em 11,89% nesse período.

Alta do trigo puxou aumento do preço do pão francês. (Foto: Prefeitura de Poços de Caldas)

Foram analisados os preços do leite, café, pão francês e margarina, itens mais tradicionais no café da manhã dos brasileiros. A pesquisa foi feita pelo Nepes, Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais de um centro universitário de Divinópolis. O maior aumento foi no café em pó, que acumula alta de 71,9% em um ano. “No último ano a geada e a estiagem prolongada causaram impactos na produção de café e na safra de 2022, principalmente em Minas Gerais, que é o maior produtor do Brasil, o que consequentemente refletiu na diminuição da oferta”, destaca Wagner Almeida, professor coordenador da pesquisa.

Outros produtos

Preço do leite subiu 67% em um ano. (Foto: Procon-PR)

Em segundo lugar no ranking de aumento de preços aparece o leite integral. Entre julho de 2021 e julho de 2022 a alta foi de 67,2%. No mesmo período o pão francês ficou 48,6% mais caro. “Esses produtos subiram muito, acima da inflação do mês e mais do que a acumulada, decorrente também das dificuldades atuais do comércio internacional, causadas principalmente pela guerra na Ucrânia”, explica Wagner.

Os produtos lácteos também tiveram aumento de preços acima da inflação acumulada. O leite subiu 67,2% e a margarina 31,4%. “Dentre as várias causas para este aumento, basicamente podemos considerar o período de entressafra, que é comum todos os anos, marcado pela baixa disponibilidade e qualidade das pastagens em função do período de seca”, conclui o coordenador da pesquisa.

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