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Prejuízo: produtor perde mais de 1 milhão de mudas de café após geada

Fenômeno climático foi registrado em várias cidades do Sul de Minas

Viveiro de mudas de café
Guto Moreira
21 de julho de 2021
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Eram 6h15 quando Maurício Pala, produtor de mudas de café há 40 anos, foi até o viveiro dele em Varginha, no Sul de Minas, e viu os efeitos da geada. As folhas estavam cobertas de gelo. Mais de 1 milhão de mudas atingidas. O prejuízo é de mais de R$ 600 mil.

“Fui tentar ligar a bomba de água, mas os canos estavam todos congelados. Assim que o sol apareceu, eu comecei a olhar as mudas e percebi que havia perdido tudo. Nunca aconteceu isso comigo. É ter fé em Deus e começar tudo de novo”, lamenta Maurício.

Foto: Viveiro de mudas de café

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) informou que, durante as próximas semanas, vai contabilizar  o tamanho do estrago causado pelas baixas temperaturas em várias cidades da região cafeeira. O engenheiro agrônomo da Emater, Luiz Geraldo Rezende Reis, conta que o último registro de geada severa na região tinha sido em 1994.

“De lá para cá houve geadas leves, igual a registrada nos últimos quinze dias. A geada desta terça-feira (20/07) foi severa, prejudicando tanto os viveiros de mudas, como lavouras adultas na região. A Emater está fazendo um levantamento em todos os municípios para saber o real estrago gerado nas lavouras de café, hortaliças e pastagens”, finaliza Luiz Geraldo.

Em Varginha, a temperatura mínima registrada foi de 3ºC, com sensação térmica de 1ºC. Teve geada em vários pontos da cidade, como no Bairro Nova Varginha e no São Joaquim, onde um carro chegou a ficar coberto de gelo.  Em Inconfidentes, Nepomuceno, Cambuquira, Ibituruna, Três Pontas, Ilicínea, Jacuí, Campestre, Campo do Meio e Camanducaia também fez muito frio.

Foto: Campo de futebol em Varginha coberto de gelo

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