Patrocínio Logo TV Alterosa
Euro R$ 5,23
Dólar R$ 4,79
Sol com algumas nuvens. Não chove.
Belo Horizonte
26º 12º

Café deve subir 40% a partir de setembro nos supermercados

O aumento é o maior registrado há pelo menos 25 anos no país, segundo ABIC

Imagem de um copo de café ao lado tem grãos torrados.
Indústria não consegue evitar repasse a consumidor, diz ABIC
Washington Bonifácio
17 de agosto de 2021
compartilhe

Já era de se esperar. A estiagem, as geadas e o câmbio em alta. O resultado disso foi quebra na safra e consequentemente a subida dos preços. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), é previsto um aumento 40% nas gôndolas de supermercados. O aumento das exportações somado à produção menor, já esperada para 2021, devido ao ciclo das cafeeiras, também contribuiu para a mudança de preços.

Café sendo passado em coador de filtro

A chuva ajudaria neste momento, mas o período é de estiagem. (Foto: ABIC)

Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Celírio Inácio, só existe a esperança de bons ventos futuros se, entre os próximos meses, chover nas regiões produtoras.

“A safra de 2022 ainda depende da chuva na hora da florada das plantas, que deve ocorrer daqui a dois meses. Se houver a florada no café, o mercado tende a acalmar um pouco. Mas isso depende de uma chuva, e estamos em um período de seca”, alerta Inácio.

Café torrado em vasilha perto de uma saca

O valor pago pela matéria-prima está, em média, 82% mais caro, por isso não dá para segurar o reajuste, segundo ABIC. (Foto: ABIC)

Reajuste inevitável

Segundo a entidade da indústria do café, as margens de lucro estão nos piores patamares e muitas não conseguirão evitar o repasse ao consumidor, devido à forte valorização dos insumos. Segundo um estudo feito pela Associação Brasileira da Indústria de Café – ABIC, no período de dezembro/2020 até julho/2021, o valor pago pela matéria-prima está, em média, 82% mais caro. Porém, nas prateleiras, o reajuste de preço do café atingiu a média de 15,9% para o mesmo período. A porcentagem está muito abaixo dos 57% de aumento na média dos produtos considerados básicos, como o leite, o arroz, o óleo de soja e o feijão.

“Sem reajuste, há um comprometimento na sustentabilidade do negócio. Para o consumidor continuar tendo acesso a um produto de qualidade, que ele está acostumado, precisará compreender o reajuste que a prateleira irá apresentar”, disse o diretor executivo da ABIC.

Tabela do IBGE sobre a variação de preços do café

Mesmo com o reajuste café tem menor variação de preços, segundo o IBGE. (Arte:IBGE)

compartilhe